“O folclore é aquela coisa que já se diz há muito tempo: não há quem o faça acabar. É feito fogo de entulho. Vem toda onda passageira de modismo e vai embora. Quando você menos espera, aparece aquela fumacinha. É o folclore”, palavras do professor e historiador Severino Vicente, presidente da Comissão Norte-Riograndense de Folclore, que em entrevista ao site A’gosto, discorre sobre a ciência do folclore, as culturas tradicionais, grupos de projeção e estética, os festivais de folclore, entre outras temáticas. A conversa com o folclorista, por e-mail, realizou-se em 2009 quando de sua presença no 45º Festival de Folclore de Olímpia (SP).
O Rio Grande do Norte é o estado homenageado na edição do festival em 2011, durante encontro de grupos parafolclóricos e folclóricos, representando também a diversidade cultural presente nas diversas regiões brasileiras.
Severino Vicente, lançou recentemente o livro “Folclore e cultura popular nas práticas pedagógicas”, durante o XV Congresso Brasileiro de Folclore, realizado em São José dos Campos: “toda pessoa pratica ações que foram apreendidas pela tradição, ou seja, fazem parte de uma herança cultural deixada pelas gerações que as antecederam”.
Agosto’ – Qual a avaliação que o senhor faz do Festival Nacional de Folclore de Olímpia?
Severino Vicente – Quero me deter apenas no que vi, pois não conheci os demais eventos. Apenas por informações de forma positiva. Daí minha viagem à Olímpia para conhecer in loco e melhor avaliar. Este festival aborda muito bem as questões relacionas à educação, ao turismo e à cultura tradicional e suas projeções, no contexto da homogeneidade cultural. Aponta a necessidade de se estabelecer uma promoção sócio-cultural, objetivando garantir a reprodução dos fatos folclóricos pela comunidade de Olímpia, dando continuidade de forma consistente a tudo que foi idealizado pelo mestre José San’tana, de saudosa memória, e projetar o Folclore ou Cultura Popular Brasileira de forma consciente e responsável numa sociedade emergente, conservando toda sua simbologia para uma saudável convivência num mundo em perspectiva, em busca de significados.
A’ – Qual é a importância que o encontro proporciona à cultura tradicional?
SV – Discutir todas essas relações é ressaltar a necessidade que o denominado patrimônio imaterial adquire no âmbito da gestão pública. Assistimos, nas últimas duas décadas do século passado, um aumento das preocupações em torno da problemática da preservação com sustentabilidade da cultura popular Brasileira, e isto é muito importante, animador para nós pesquisadores e defensores dessa rica diversidade cultural não existente em nenhum país. Por esta razão faz-se necessário realizações como esta, com um pé na tradição e outro na modernidade sem ser diferente, mas, fazendo a diferença como esta bela, simpática e inteligente, a cidade vêm fazendo ao longo dos 45 anos de realização desse importantíssimo festival, contagiante e emocionante.
Dessa forma vocês estão contribuindo para o revigoramento das expressões culturais do nosso país, fortalecendo o caráter identitário, com a promoção e divulgação das mais belas expressões culturais Brasileiras.
A’ – Quais os pontos falhos, se os vê, e no que precisa melhorar?
SV – Não podemos imaginar que um festival com quarenta e cinco anos de existência seja repetitivo. Os tempos mudam e as pessoas incorporam novos valores, novas cisões de mundo. É o dinamismo cultural. O homem ao contrário das formigas tem a capacidade de questionar seus próprios hábitos e modificá-los. Você me pergunta quais os pontos falhos e em que precisa melhorar. Uma ótima pergunta.
Nas localidades “vocacionadas” para o turismo, como é o caso de Olímpia, é comum que grupos empresariais e instituições públicas apareçam na idealização de eventos turísticos. Espetáculos, shows de música popular, grupos folclóricos, banda e cantores nativos conferem visibilidade aos produtos culturais e aumentam a capacidade de atratividade. Tudo bem e normal, agora: muito cuidado com o mercado publicitário, pois a mídia, com raras exceções, é simplista, simplificadora na informação, cria simulacros que tendem a transformar em produtos que destroem a importância cultural do evento e da comunidade. Quando aceitamos as tendências midiáticas, limitamos a capacidade problematizadora e educadora da informação, diminuindo assim, a percepção da oferta informativa por parte dos visitantes ou mesmo dos habitantes da comunidade.
No espaço do festival pude fazer uma razoável leitura. Verificamos a necessidade de melhorias no citado espaço, dando maior importância à simbologia da cultura regional e brasileira, sem tutela e imposições de grupo empresariais. O produto cultural de Olímpia é muito rico, o espaço espetacular. Daí muito cuidado para não quererem ser diferentes, mas, fazer a diferença.
A’ – Quais são os limites do que é folclore e o do que é projeção. Como o senhor define esses conceitos?
SV – A cultura tradicional é o folclore, que nos dias atuais evolui com as mudanças na sociedade de consumo. Dessa forma, colocar o novo e o tradicional num mesmo espaço, dando-lhe a mesma importância e o devido respeito é o ideal, pois, eleva a auto-estima do homem do povo que na maioria das vezes não acredita mais e nem propaga sua vivência cultural, apenas assiste a tudo e à margem do processo, longe da mídia, cansado e desiludido, tende a desfalecer, o que leva ao desaparecimento de muitas das manifestações importantíssimas da tradição popular folclórica. Aqui no Rio Grande do Norte sou testemunho de fatos dessa natureza. O Brasil precisa mirar-se no exemplo de Olímpia, caso deseje preservar sua identidade e não ficar rendido no altar da globalização. É preciso saber avaliar a importância da tradição para o moderno, porque sem a tradição somos homens de mãos vazias. Esta é questão.
Primeiro devo dizer que o folclore é uma ciência, com seu objeto de estudo: “O fato folclórico”, apoiado na oralidade, tradicionalidade, dinamicidade e funcionalidade, são os pilares de sustentação desta moderna ciência. Sem esquecer que a oralidade, nos dias atuais, tende a aparecer como sentido simbólico.
Já os grupos de projeções, representados pelos autos e danças tradicionais folclóricas, tem integrantes que, em sua maioria, não são portadores das tradições apresentadas, se organizam formalmente e aprendem as danças através do estudo regular ou exclusivamente bibliográfico e de modo não espontâneo.
A convivência quando respeitosa gera resultados positivos para a cultura popular. Divulga, promove, valoriza e chega mais fácil à sociedade, sobretudo nos jovens, acostumados a conviverem com as informações simplistas do mundo massificado.
A’ – Os de projeção parecem exercer um poder maior de sedução entre os jovens do que nos autênticos, e nestes a influência maior se estabelece pelas relações familiares. Como deve ser essa convivência?
SV – Nas circunstâncias do momento, com a tecnologia da informação (TI) presente em todos os direcionamentos da vida humana, é natural que a juventude aceite com muito mais facilidade os valores do cotidiano de suas vivências do que outros valores pouco vivenciados ou até que nunca viram. Consequentemente, deve-se estabelecer este elo, tendo a escola como o instrumento mais importante a serviço dessa relação sócio-educativa e cultural.
A cultura tradicional integra um conjunto de fazeres, dizeres e cantares de um todo inacabado. Como falei a cultura tradicional tem suas limitações, e só o povo tem o direito de modificá-los, conforme a época, as circunstâncias onde estejam inseridas quaisquer manifestações da tradição.
Racionalmente falando, o moderno e o tradicional podem e devem conviver harmoniosamente. A modernidade não vive sem a tradicionalidade porque, a modernidade é uma espécie de espelho cujos reflexos reproduzem as imagens do todo inacabado. Sempre vai existir um passado com reflexos no presente, com um futuro em perspectiva. A ciência do folclore e sua dinâmica é uma necessidade para compreender as interações presentes com este universo complexo e suas relações social e cultural num mundo em transformação para compreender o significado de sua presença em algum lugar e algum tempo.
A’ – A como lidar com os processos de globalização e a massificação imposta pela mídia e indústria cultural?
SV – Vejam bem: a mídia tem a disposição de tutelar os fatos informativos, selecionando critérios simplistas e simplificadores na informação. Quando assim procede cria simulacros que tendem a se transformar em produtos destruidores da dimensão cultural dos fatos, alterando o contexto sócio cultural. Seguindo-se totalmente a tendência midiática do mundo massificado, limita-se a capacidade problematizadora e educadora da informação, diminuindo a percepção da oferta informativa, não só aos habitantes da comunidade trabalhada, mas, aos que a visitam. Os promotores de eventos não podem esquecer que a festa da tradição popular deve ser um grande momento, a nos ensinar a arte de viver e compreender a vida, sem se deixar levar totalmente pelo fenômeno da mídia massificadora. Utilizá-la de forma inteligente e racional evita deturpar a veracidade dos fatos populares folclóricos.
A’ – O folclore por ser, na grande maioria das manifestações, embalado pelo sagrado e profano, deve permanecer laico, no sentido de respeitarem-se todos os segmentos religiosos. As religiões interferem nesse processo? O protestantismo pentecostal atrapalha?
SV – Não só pode como deve. Até porque, no geral, as expressões populares folclóricas são marcadas pela presença do sacro e do profano em essência e origem. Aqui em Natal, por exemplo, a decoração natalina veste anjos com roupas de cangaceiros. Como fazer essa leitura? Pouco explicável, sem leitura, apenas chocante. Visível ao olhar. Não é por aí, porque o cangaço nada tem a ver com o ciclo natalino nem com a tradição cultural da Cidade do Natal.
O problema está na compreensão de todas estas questões relacionadas à vida social, religiosa e cultural do povo. A Igreja, não só a católica, como também a protestante, guardam marcas e símbolos que remontam à época do descobrimento, regulados por tratados, quase todos abertos à aventura das nações. No Brasil verificou-se a projeção de uma luta interna da igreja, exteriorizada pela reforma luterana e pela contra reforma, episódios de uma mesma origem. Em função dessas disputas de hegemonia religiosa, despontou um código rigoroso de moralidade contra todas as manifestações que destoassem do oficialismo religioso, projetado no tempo, desgastado na pluralidade da nossa vida social, mas que ainda resiste como instrumento de controle social, no caso dos protestantes, ultrapassam esses limites, com pregações alienadoras e alienantes, em nome da fé. A ideia do Toninho Macedo é moderna e oportuna, para romper esses paradigmas conservadores e atrasados. Se o povo aceitou, tomou para si coletivamente, quem há de contestar. O mestre Luis da Câmara Cascudo nos deixou esta lição: “Saber mais do que o povo é obra do Espírito Santo”.
A’ – Uma das características das manifestações é proporcionar é estimular as relações de convivência entre as comunidades através da promoção da cultura e da manutenção de suas tradições. O senhor acredita que só as políticas públicas apoiando e promovendo essas comunidades sejam suficientes para a sobrevivência desses grupos? Como analisa essas ações governamentais?
SV – As políticas públicas brasileiras são no geral equivocadas. Falta pesquisa, conhecimento, compromisso dos apressadinhos por resultados imediatos com interesses outros. São aproveitados símbolos, mitos, ícones de nossa cultura, transmudados em eventos que visam exibir essas marcas, agregando elementos diversos, com valores e sentimentos do pertencer das comunidades regionais e locais com objetivos mercadológicos, políticos e outros mais, para dar visibilidade às campanhas comunicativas por eles desenvolvidas. Observem que o mote publicitário é sempre o mesmo: “A grandiosidade da festa”, o resto, pouco interessa.
A’ – Quais as tendências das pesquisas com folclore na atualidade? O que e como pesquisar?
SV – Existem várias técnicas e métodos de pesquisa. Posso destacar algumas: entrevista e o inquérito; registros audiovisuais; a coleta de dados; relatórios de pesquisa; e o trabalho de gabinete, contrapondo a pesquisa bibliográfica com a análise das coletas.
Eu, por exemplo, gosto muito de trabalhar com entrevista e inquérito, por ser uma das técnicas mais importantes e seguras. Pode ser individual ou coletiva. Não mando questionário, vou pessoalmente ao local dos fatos folclóricos e interrogo os membros do grupo em sua comunidade.
Tomo conhecimento das vivências da coletividade onde está localizado o fato folclórico; entrevisto pessoas da comunidade, mestres e, se necessário, membros do grupo, de forma a conhecê-los no seu caráter social, histórico e cultural; verifico a dinâmica do comportamento deles e analiso os traços culturais integrados no contexto social. Para essa forma de entrevista deve-se levar em consideração: plano de pesquisa, processo da pesquisa e conclusão.
Olhares que se entrecruzam - Exibição Audiovisual Etnográfica foi parte integrante da programação do XV Congresso Brasileiro de Folclore e do Revelando São Paulo – Vale do Paraíba 2011.
Teve como objetivo apresentar vídeos documentários e fotos de caráter etnográfico, produzidos a partir de registros e pesquisas da cultura tradicional possibilitando um diálogo entre diferentes realizadores. Para tanto foram enviados vídeos e fotos de diversas regiões, que se afinaram com o enfoque do Congresso.
Exposição de Fotos
A exposição “Olhares que se Entrecruzam” reuniu dentro do XV Congresso Brasileiro de Folclore, imagens feitas por fotógrafos e pesquisadores da cultura tradicional. Dividida por eixos temáticos, a exposição no saguão da Fundação Cassiano Ricardo, em São José dos Campos (SP), mostrou um panorama da diversidade cultural do país, apresentando ao público imagens de pesquisas, num conjunto no qual se pode perceber diferentes linguagens e estilos.
Festas, folguedos, religiosidade popular, artesanato, culinária, temas estes, característicos do universo da cultura tradicional fizeram parte da temática central da exposição. As fotos ficarão expostas até o final de julho.
Além da exibição de vídeos e exposição de fotos, o evento promoveu um conjunto de atividades voltadas para o debate. Foram programadas exibições de vídeos e projeções de fotos, comentadas por seus realizadores. Ao final de cada apresentação o público participou do diálogo em torno do realizador e/ou pesquisador para comentar o tema e a pesquisa.
Participaram da mostra Cássia e Áurea Pinheiro com fotos e o documentário “As Escravas da Mãe de Deus” de Teresina (PI), Reinaldo Meneguim com a exposição de fotos de sua produção nos eventos do Revelando São Paulo – “Umolhar na tradição” de SãoPaulo (SP), Antonio Scarpinetti com o tema “Bandeiras, Ritos e Passagens: olhares sobre a gênese da fé e da arte popular” de Campinas (SP), Flávio Pilegi com a mostra de fotos de congadas, de Atibaia (SP), e Jean Marconi com o vídeo “Memórias dos Festejos” de Brasília(GO).
Scarpinetti leva suas fotos ao Congresso
Brasileiro de Folclore
[8/7/2011] A exposição “Bandeiras, Ritos e Passagens: olhares sobre a gênese da fé e da arte popular”, do jornalista e fotógrafo Antonio Scarpinetti, da Assessoria de Imprensa da Unicamp, será parte da programação do XV Congresso Brasileiro de Folclore.O evento acontece entre 11 e 15 de julho em São José dos Campos. O trabalho integra a mostra audiovisual etnográfica “Olhares que se Entrecruzam”.[Mais Fotos: 1 2 3]
Scarpinetti fotografou cenas e personagens do tradicional festival de folclore de Olímpia, sua cidade natal, mas também registrou imagens de outros encontros dos grupos de Folia de Reis, Congada e Moçambique. São 28 fotos realizadas nos últimos cinco anos. “O trabalho tem o intuito de divulgar e ajudar a preservar essas manifestações que são a afirmação da resistência cultural dos grupos”, comenta.
As fotos de Scarpinetti ficarão expostas no saguão da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, das 9 da manhã às 20 horas. Na terça-feira, (12), às 15h30, o trabalho vai ser projetado, seguido de comentários sobre a pesquisa feita pelo fotógrafo.
fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/divulgacao/2011/07/09/scarpinetti-leva-suas-fotos-aos-congresso-brasileiro-de-folclore
Homenagens a folcloristas históricos de São Paulo e do
Brasil, os cantos de boas vindas entoados pelo presidente da Comissão Paulista
de Folclore, Toninho Macedo, e pelo violeiro Jackson Ricardi, além da
apresentação do grupo de folclore Fandango de Tamanco de Ribeirão Grande (SP),
abriram oficialmente o XV Congresso Brasileiro de Folclore, na noite de
segunda-feira, no Teatro Municipal, em São José dos Campos (SP).
Além dos trabalhos científicos, discussões de políticas
públicas, apresentações de grupos folclóricos, o encontro se caracteriza também
por uma grande confraternização e trocas de experiência entre os participantes
e os representantes das comissões estaduais de folclore.
A mesa de abertura foi composta pela presidente da Comissão
Nacional de Folclore, Maria de Lourdes Macena, pelo presidente da comissão
paulista e também diretor cultural da Abaçai Cultura e Arte, Toninho Macedo,
pela diretora do Condephat, Fernanda Bandeira de Melo – representando o
secretário Estadual de Cultura, Andrea Matarazzo, pelo secretário de Identidade
e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Américo Córdula, e o
presidente da Fundação Cassiano Ricardo Ricardo, Mário Domingos de Moraes, entre outras autoridades. O
folclorista Domingos Pelegrini foi um dos homenageados com o troféu “Tropeiro”,
durante a abertura.
Centenas de pesquisadores de todo o Brasil, professores,
entre outros participantes, acompanharam também a conferência magna que abriu
os trabalhos do congresso, na manhã de terça-feira, que pela primeira vez se
realiza fora das capitais dos estados. O presidente do Instituto de Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional – Ipham, Luís Fernando de Almeida, fez a conferência
de abertura com o tema História e Folclore: Caminhos que se entrecruzam,
mostrando os projetos em curso do Ministério da Cultura para o setor.
A participação direta de representantes da Comissão Nacional
de Folclore no colegiado que discute as metas e diretrizes do Plano Nacional de
Cultura, sancionado em 2010, a ser totalmente implementado como política de
Estado até o ano de 2020, junto ao Ministério da Cultura, foi reivindicada
pelos congressistas presentes na manhã de hoje na mesa redonda realizada no
auditório da Fundação Cassiano Ricardo, que discutiu a Convenção da Diversidade
da Unesco e o Plano Nacional de Cultura.
Com a temática “A escola vai aos mestres e os mestres à
escola”, a secretária Eliana Bertoncello Monteiro, da Secretaria de Educação de
Olímpia (SP), fez uma apresentação com dezenas de crianças sobre as práticas da
educação e o folclore praticado no município paulista e empolgou os professores
presentes, inscritos no Curso de Atualização em Cultura Folclórica.
Além das mesas redondas, pesquisadores participam também das
oficinas culturais que acontecem na Fundação Cassiano Ricardo, como as
realizadas ontem pelos grupos de Reisado do Guarujá (SP) e do congo de Vitória,
no Espírito Santo.
Foram abertas também exposições de fotos e mostras de vídeos
etnográficos, representativos do folclore e das culturas tracionais paulistas e
de alguns estados brasileiros. A apresentação de diversos trabalhos científicos
por pesquisadores de várias partes do Brasil está sendo classificada como de
alto nível pelos organizadores do congresso.
A apresentação do grupo Congo de Oeiras, do Piauí, levantou
na noite da terça-feira o público presente no Parque da Cidade onde se realiza
também o X Festival da Cultura Paulista Tradicional, Vale do Paraíba – São José
dos Campos (SP).
fonte: reprodução do Jornal Folha da Região de Olímpia
http://www.ifolha.com.br/index.php/arte-e-cultura/6392-10o-encontro-devera-reunir-seis-congadas-paulistas-e-mineiras
Ter, 10 de Maio de 2011 16:13
O 10.º Encontro de Congadas de Olímpia, organizado pelo Capitão José Ferreira, responsável pela Congada Chapéu de Fitas, do Jardim Santa Ifigênia, zona norte da cidade, poderá receber seis congadas paulistas e mineiras, para o evento cultural e religioso que será realizado no próximo final de semana, dias 14 e 15, sábado e domingo, respectivamente.
Segundo o jornalista Antônio José Scarpinete, que representa o Núcleo de Ação Cultural Vale do Rio Grande – da Comissão Paulista de Folclore, além da olimpiense Chapéu de Fitas, há previsão de duas de Franca e uma Santo Antonio da Alegria, do Estado de São Paulo; e duas mineiras, uma de Capitinga e outra de Aparecida de Minas.
O evento será encerrado com a celebração da Missa Conga, no final da tarde do domingo, dia 15 de maio, às 17 horas, no largo da Igreja de São Benedito, no bairro do mesmo nome, também conhecido por Pito Aceso, em comemoração a libertação dos escravos no Brasil e em homenagem e culto aos santos Nossa Senhora do Rosário, Santa Ifigênia e São Benedito.
Mas as festividades começaram no dia 25 de abril, quando foi levantada a bandeira de aviso, marcando simbolicamente o início dos festejos, seguido da liturgia das novenas e terços, realizada no início de maio na comunidade de Santa Ifigênia.
O ponto alto da festa Congado começa na próxima sexta-feira, dia 13 de maio, às 20 horas, na praça do Jardim São Bendito, conhecido por Pito Aceso, região central de Olímpia, com o levantamento dos mastros, em homenagem à libertação dos escravos, quando haverá as leituras da carta de alforria e da Lei Áurea, em homenagem à Princesa Izabel.
No sábado, dia 14, haverá visitas às coroas e festeiros. No dia seguinte, domingo, às 8 horas, haverá o café de São Benedito em frente à Capela do Perpétuo Socorro no Santa Ifigênia; após, encontro de congos e às 16 horas sai o cortejo de rua do reinado (procissão dos devotos), com saída da residência do Capitão Ferreira, em direção à igreja de São Benedito, para a celebração da Missa Conga.
Última atualização em Ter, 10 de Maio de 2011 16:15
Abertas as inscrições do XV Congresso Brasileiro de Folclore
- Tambores do congo na avenida do Folclore, em Olímpia
O capitão José Ferreira, líder do Terno de Congada Chapéu de Fitas, de Olímpia (SP), e a comunidade do Bairro Santa Ifigência comemoram nesta semana a 10ª FESTA DO CONGADO. A Missa Conga, no dia 15 de maio, no largo da Igreja de São Benedito, é o ponto alto dos festejos em comemoração a libertação dos escravos no Brasil e em homenagem e culto aos santos Nossa Senhora do Rosário, Santa Ifigênia e São Benedito. Dia 25 de abril foi levantada a bandeira de aviso, marcando simbolicamente o início dos festejos, seguido da liturgia das novenas e terços, realizada no início de maio na comunidade de Santa Ifigênia.
São esperados dois grupos de congadas de Franca (SP), Santo Antonio da Alegria (SP), Capitinga (MG) e Aparecida de Minas (MG). Os visitantes e convidados são acolhidos com o tradicional café comunitário em frente à Igreja de São Benedito, no bairro de Santa Ifigênia. Os mastros dos santos homenageados serão hasteados no dia 13 de maio (sexta-feira) e no sábado são realizadas visitas aos festeiros e rei, rainha e princesas da festa. No domingo, a procissão e o desfile dos grupos pelas ruas de Olímpia, antecedem a missa a ser realizada a partir das 18h.
Núcleo de Ação Cultural Vale do Rio Grande – da Comissão Paulista de Folclore.
O Núcleo de Ação Cultural Vale do Rio Grande – Nac-Rio Grande, da Comissão Paulista de Folclore, tem entre seus objetivos fomentar a geração de renda e sustentabilidade aos grupos de cultura folclórica de Olímpia (SP) e região. No inicio de setembro um grupo de oito pessoas, representantes de alguns grupos tradicionais da cidade, participou da ” Oficina de Construção de Máscaras de Folias de Reis”. O resultado desse trabalho foi mostrado no estande de Olímpia (SP), durante a realização da XIV Edição do Revelando São Paulo – Festival da Cultura Paulista Tradicional, que aconteceu durante os dias 10 a 19 de setembro de 2010, no Parque Vila Guilherme- Trote e o Mart Center, na Vila Guilherme (próximos ao metrô Carandiru), em São Paulo (SP).
Segundo Everton D´Avila, artesão, músico e folião, foram confeccionadas 50 máscaras pequenas e duas grandes: “o intuito das mascaras pequenas é de gerar renda para os grupos, e a grande é para uso próprio do grupo”, disse.
Foi a primeira oficina de confecção das tradicionais máscaras usadas por fardados, palhaços ou bastião, a frente das companhias de reis, que aconteceu entre o final do mês de agosto e o início de setembro de 2010. Foi ministrada pelo folião e artesão Jorge Aparecido Ferreira, da Companhia de Reis Magos do Oriente de Olímpia (SP), dirigida pelo senhor Antonio Alves, um dos mestres de reis mais antigos e tradicionais de Olímpia em atividade.
Além da sustentabilidade a oficina teve a finalidade de ensinar os integrantes das companhias de reis da região do vale do Rio Grande, ao norte do Estado de São Paulo, a confeccionar suas próprias máscaras.
O objetivo, conforme reafirmou Everton, é produzir o material em tamanho natural para uso do grupo e outras menores para serem comercializadas na condição artesanato e gerar renda aos participantes. As aulas tiveram inicio no dia 30 de agosto, segunda-feira, às 20h, e encerraram dia 8 de setembro de 2010.
fonte: Núcleo de Ação Cultural Vale do Rio Grande – Nac-Rio Grande
